quarta-feira, 14 de maio de 2014

AULA 1 DE GRAMÁTICA – CUIABÁVEST – Pólos: Pedra 90 – Tijucal – Coophamil – Centro Noturno - 05/05/2014 e 14/05/2014

1-    O QUE É GRAMÁTICA?
É o conjunto de regras individuais usadas para um determinado uso da língua, não somente da norma culta, mas também de variantes não-padrão.

FINALIDADE: orientar e regular o uso de uma língua estabelecendo um padrão de escrita e fala

2-    DIVISÃO DA GRAMÁTICA
Sabe-se que a língua é um sistema tríplice: compreende um sistema de formas (mórfico), um sistema de frases (sintático) e um sistema de sons (fônico). Por essa razão, a Gramática tradicionalmente divide-se em:

       I.            Fonologia/Fonética – estuda os elementos sonoros constitutivos da palavra tais como palavras, frases, sinais e símbolos, e o que eles representam, a sua denotação

     II.            Morfologia - Compreende o estudo das palavras e os elementos que as constituem. São atribuídos a esse conjunto de informações: a análise da estrutura, a formação e os mecanismos de flexão referentes às palavras. Assim sendo, fica a cargo da morfologia apontar acerca de todos os aspectos relativos aos artigos, numerais, substantivos, adjetivos, verbos, pronomes, advérbios, preposições, conjunções, interjeições.

  III.            Sintaxe - tem como foco principal a análise estrutural dos termos que compõem as orações e os períodos, tendo em vista as relações que se estabelecem entre estes. Compreende, portanto, o estudo dos termos essenciais da oração (sujeito e predicado), termos integrantes desta (complementos verbais, complemento nominal e agente da passiva) e os termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial, aposto e vocativo).

  IV.            Semântica - é o estudo do sentido das palavras de uma língua.

Estrutura e Formação de Palavras:

Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras. Assim, compreendemos melhor o significado de cada uma delas. Observe os exemplos abaixo:
art-ista
brinc-a-mos
cha-l-eira
cachorr-inh-a-s
A análise destes exemplos mostra-nos que as palavras podem ser divididas em unidades menores, a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas.

Vamos analisar a palavra "cachorrinhas":

Nessa palavra observamos facilmente a existência de quatro elementos. São eles:
cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja, aquele que contém o significado.
inh - indica que a palavra é um diminutivo
a - indica que a palavra é feminina
s - indica que a palavra se encontra no plural

Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo.

Obs.: existem palavras que não comportam divisão em unidades menores, tais como: mar, sol, lua, etc.

1) Raiz, radical, tema: elementos básicos e significativos

2) Afixos (prefixos, sufixos), desinência, vogal temática: elementos modificadores da significação dos primeiros

3) Vogal de ligação, consoante de ligação: elementos de ligação ou eufônicos.

Raiz
É o elemento originário e irredutível em que se concentra a significação das palavras, consideradas do ângulohistórico. É a raiz que encerra o sentido geral, comum às palavras da mesma família etimológica. Observe o exemplo:
Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral de causar dano, e a ela se prendem, pela origem comum, as palavras nocivo, nocividade, inocente, inocentar, inócuo, etc.
Obs.: uma raiz pode sofrer alterações. Veja o exemplo:
at-o
at-or
at-ivo
aç-ão
ac-ionar
Radical

Observe o seguinte grupo de palavras:

livr-
o
livr-
inho
livr-
eiro
livr-
eco

Você reparou que há um elemento comum nesse grupo?
Você reparou que o elemento livr serve de base para o significado? Esse elemento é chamado de radical (ou semantema).

Radical: elemento básico e significativo das palavras, consideradas sob o aspecto gramatical e prático. É encontrado através do despojo dos elementos secundários (quando houver) da palavra.

Por Exemplo:
cert-o
cert-eza
in-cert-eza


Afixos

Afixos são elementos secundários (geralmente sem vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para formar palavras derivadas. Sabemos que o acréscimo do morfema "-mente", por exemplo, cria uma nova palavra a partir de "certo"certamente, advérbio de modo. De maneira semelhante, o acréscimo dos morfemas "a-e "-ar" à forma "cert-" cria o verbo acertar. Observe que a- e -ar são morfemas capazes de operar mudança de classe gramatical na palavra a que são anexados.
Quando são colocados antes do radical, como acontece com "a-", os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como "-ar", surgem depois do radical, os afixos são chamados de sufixos. Veja os exemplos:

Prefixo
Radical
Sufixo
in
at
ivo
em
pobr
ecer
inter
nacion
al

Desinências

Desinências são os elementos terminais indicativos das flexões das palavras. Existem dois tipos:
Desinências Nominais: indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes.

Exemplos:
alun-o  
aluno-s
alun-
aluna-s

Observação: só podemos falar em desinências nominais de gêneros e de números em palavras que admitem tais flexões, como nos exemplos acima. Em palavras como mesa, tribo, telefonema, por exemplo, não temos desinência nominal de gênero. Já em pires, lápis, ônibus não temos desinência nominal de número.

Desinências Verbais: indicam as flexões de número e pessoa e de modo e tempo dos verbos.

Exemplos:
]
compr-o
compra-s
compra-mos
compra-is
compra-m
compra-va
compra-va-s

A desinência "-o", presente em "am-o", é uma desinência número-pessoal, pois indica que o verbo está na primeira pessoa do singular; "-va", de "ama-va", é desinência modo-temporal: caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do indicativo, na 1ª conjugação.
Vogal Temática
Vogal Temática é a vogal que se junta ao radical, preparando-o para receber as desinências. Nos verbos, distinguem-se três vogais temáticas:

A
Caracteriza os verbos da  conjugação.
Exemplos:
buscar, buscavas, etc.
E
Caracteriza os verbos da  conjugação.
Exemplos:
romper, rompemos, etc.
I
Caracteriza os verbos da  conjugação.
Exemplos:
proibir, proibirá, etc.

Tema

Tema é o grupo formado pelo radical mais vogal temática. Nos verbos citados acima, os temas são:
busca-, rompe-, proibi-

Vogais e Consoantes de Ligação

As vogais e consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma determinada palavra.

Exemplo:
parisiense (paris= radical, ense=sufixo, vogal de ligação=i)
Outros exemplos:
gas-ô-metro, alv-i-negro, tecn-o-cracia, pau-l-ada, cafe-t-eira, cha-l-eira, inset-i-cida, pe-z-inho, pobr-e-tão, etc.




Formação das Palavras

Existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a derivação e a composição. A diferença entre ambos consiste basicamente em que, no processo de derivação, partimos sempre de um único radical, enquanto no processo de composição sempre haverá mais de um radical.

Derivação

Derivação é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova, chamada derivada, a partir de outra já existente, chamada primitiva. Observe o quadro abaixo:

Primitiva
Derivada
mar
marítimo, marinheiro, marujo
terra
enterrar, terreiro, aterrar

Observamos que "mar" e "terra" não se formam de nenhuma outra palavra, mas, ao contrário, possibilitam a formação de outras, por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. Logo, mar e terra são palavras primitivas, e as demais, derivadas. 

Tipos de Derivação

Derivação Prefixal ou Prefixação
Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significado alterado. Veja os exemplos:
crer- descrer
ler- reler
capaz- incapaz

Derivação Sufixal ou Sufixação
Resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe gramatical.

Por Exemplo:
alfabetização
No exemplo acima, o sufixo -ção  transforma em substantivo o verbo alfabetizar. Este, por sua vez, já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar.
A derivação sufixal pode ser:
a) Nominal, formando substantivos e adjetivos.
Por Exemplo:
papel - papelaria
riso - risonho
b) Verbal, formando verbos.
Por Exemplo:
atual - atualizar
c) Adverbial, formando advérbios de modo.
Por Exemplo:
feliz - felizmente

Derivação Parassintética ou Parassíntese
Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. Por meio da parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos) e verbos.
Considere o adjetivo " triste". Do radical "trist-" formamos o verbo entristecer através da junção simultânea do prefixo  "en-" e do sufixo "-ecer". A presença de apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma nova palavra, pois em nossa língua não existem as palavras "entriste", nem "tristecer".

Exemplos:

Palavra Inicial
Prefixo
Radical
Sufixo
Palavra Formada
mudo
e
mud
ecer
emudecer
alma
des
alm
ado
desalmado

Atenção!
Não devemos confundir derivação parassintética, em que o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente simultâneo, com casos como os das palavras desvalorização e desigualdade. Nessas palavras, os afixos são acoplados em sequência: desvalorização provém de desvalorizar, que provém devalorizar, que por sua vez provém de valor.
É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por parassíntese: não se pode dizer que expropriarprovém de "propriar" ou de "expróprio", pois tais palavras não existem. Logo, expropriar provém diretamente de próprio, pelo acréscimo concomitante de prefixo e sufixo.

Derivação Regressiva
Ocorre derivação regressiva quando uma palavra é formada não por acréscimo, mas por redução.

Exemplos:

comprar (verbo)
beijar (verbo)
compra (substantivo)
beijo (substantivo)

Saiba que:
Para descobrirmos se um substantivo deriva de um verbo ou se ocorre o contrário, podemos seguir a seguinte orientação:
- Se o substantivo denota ação, será palavra derivada, e o verbo palavra primitiva.
- Se o nome denota algum objeto ou substância, verifica-se o contrário.
Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo   indicam ações, logo, são palavras derivadas. O mesmo não ocorre, porém, com a palavra âncora, que é um objeto. Neste caso, um substantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar.
Por derivação regressiva, formam-se basicamente substantivos a partir de verbos. Por isso, recebem o nome de substantivos deverbais. Note que na linguagem popular, são frequentes os exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. Veja:
portuga (de português) 
boteco (de botequim)
comuna (de comunista)
Ou ainda:
agito (de agitar)
amasso (de amassar)
chego (de chegar)
Obs.: o processo normal é criar um verbo a partir de um substantivo. Na derivação regressiva, a língua procede em sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo.
Derivação Imprópria
A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma, muda de classe gramatical. Neste processo:
1) Os adjetivos passam a substantivos
Por Exemplo:
Os bons serão contemplados.
2) Os particípios passam a substantivos ou adjetivos
Por Exemplo:
Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso.
3) Os infinitivos passam a substantivos
Por Exemplo:
andar de Roberta era fascinante.
badalar dos sinos soou na cidadezinha.
4) Os substantivos passam a adjetivos
Por Exemplo:
O funcionário fantasma foi despedido.
O menino prodígio resolveu o problema.
5) Os adjetivos passam a advérbios
Por Exemplo:
Falei baixo para que ninguém escutasse.
6) Palavras invariáveis passam a substantivos
Por Exemplo:
Não entendo o porquê disso tudo.
7) Substantivos próprios tornam-se comuns.
Por Exemplo:
Aquele coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente)
Observação: os processos de derivação vistos anteriormente fazem parte da Morfologia porque implicam alterações na forma das palavras. No entanto, a derivação imprópria lida basicamente com seu significado, o que acaba caracterizando um processo semântico. Por essa razão, entendemos o motivo pelo qual é denominada "imprópria".
Composição
Composição é o processo que forma palavras compostas, a partir da junção de dois ou mais radicais. Existem dois tipos:
Composição por Justaposição
Ao juntarmos duas ou mais palavras ou radicais, não ocorre alteração fonética.
Exemplos:
passatempo, quinta-feira, girassol, couve-flor
Obs.: em "girassol" houve uma alteração na grafia (acréscimo de um "s") justamente para manter inalterada a sonoridade da palavra.
Composição por Aglutinação
Ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais, ocorre supressão de um ou mais de seus elementos fonéticos.
Exemplos:
embora (em boa hora)
fidalgo (filho de algo - referindo-se à família nobre)
hidrelétrico (hidro + elétrico)
planalto (plano alto)
Obs.: ao aglutinarem-se, os componentes subordinam-se a um só acento tônico, o do último componente.
Redução
Algumas palavras apresentam, ao lado de sua forma plena, uma forma reduzida. Observe:
auto - por automóvel
cine - por cinema
micro - por microcomputador
 - por José
Como exemplo de redução ou simplificação de palavras, podem ser citadas também as siglas, muito frequentes na comunicação atual. (Se desejar, veja mais sobre siglas na seção  "Extras" -> Abreviaturas e Siglas)
Hibridismo
Ocorre hibridismo na palavra em cuja formação entram elementos de línguas diferentes.
Por Exemplo:
auto (grego) + móvel (latim)
Onomatopeia
Numerosas palavras devem sua origem a uma tendência constante da fala humana para imitar as vozes e os ruídos da natureza. As onomatopeias são vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons e as vozes dos seres.
Exemplos:
miau, zum-zum, piar, tinir, urrar, chocalhar, cocoricar, etc.
Prefixos
Os prefixos são morfemas que se colocam antes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o sentido; raramente esses morfemas produzem mudança de classe gramatical.
Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas se originam do latim e do grego, línguas em que funcionavam como preposições ou advérbios, logo, como vocábulos autônomos.  Alguns prefixos foram pouco ou nada produtivos em português. Outros, por sua vez, tiveram grande utilidade na formação de novas palavras. Veja os exemplos:
a- , contra- , des- , em-  (ou en-) , es- , entre- re- , sub- , super- , anti-
Prefixos de Origem Grega
a-, an-: Afastamento, privação, negação, insuficiência, carência. Exemplos:
  anônimo, amoral, ateu, afônico
ana- : Inversão, mudança, repetição. Exemplos:
analogia, análise, anagrama, anacrônico
anfi- : Em redor, em torno, de um e outro lado, duplicidade. Exemplos:
anfiteatro, anfíbio, anfibologia
anti- : Oposição, ação contrária. Exemplos:
antídoto, antipatia, antagonista, antítese
apo- : Afastamento, separação. Exemplos:
apoteose, apóstolo, apocalipse, apologia
arqui-, arce- : Superioridade hierárquica, primazia, excesso. Exemplos:
arquiduque,arquétipo, arcebispo, arquimilionário
cata- : Movimento de cima para baixo. Exemplos:
cataplasma, catálogo, catarata
di-:  Duplicidade. Exemplos:
dissílabo, ditongo, dilema
dia- : Movimento através de, afastamento. Exemplos:
diálogo, diagonal, diafragma, diagrama
dis- : Dificuldade, privação. Exemplos :
dispneia, disenteria, dispepsia, disfasia
ec-, ex-, exo-, ecto- : Movimento para fora. Exemplos:
eclipse, êxodo, ectoderma, exorcismo
en-, em-, e-:  Posição interior, movimento para dentro. Exemplos:
encéfalo, embrião, elipse, entusiasmo
endo- : Movimento para dentro. Exemplos:
endovenoso, endocarpo, endosmose
epi- : Posição superior, movimento para. Exemplos:
epiderme, epílogo, epidemia, epitáfio
eu- : Excelência, perfeição, bondade. Exemplos:
eufemismo, euforia, eucaristia, eufonia
hemi- : Metade, meio. Exemplos:
hemisfério, hemistíquio, hemiplégico
hiper- : Posição superior, excesso. Exemplos:
hipertensão, hipérbole, hipertrofia
hipo- : Posição inferior, escassez. Exemplos:
hipocrisia, hipótese, hipodérmico
meta- : Mudança, sucessão. Exemplos:
metamorfose, metáfora, metacarpo
para- : Proximidade, semelhança, intensidade. Exemplos:
paralelo, parasita, paradoxo, paradigma
peri- : Movimento ou posição em torno de. Exemplos:
periferia, peripécia, período, periscópio
pro- : Posição em frente, anterioridade. Exemplos:
prólogo, prognóstico, profeta, programa
pros- : Adjunção, em adição a. Exemplos:
prosélito, prosódia
proto- : Início, começo, anterioridade. Exemplos:
proto-história, protótipo, protomártir
poli- : Multiplicidade. Exemplos:
polissílabo, polissíndeto, politeísmo
sin-, sim- : Simultaneidade, companhia. Exemplos:
síntese, sinfonia, simpatia, sinopse
tele- : Distância, afastamento. Exemplos:
televisão, telepatia, telégrafo
Prefixos de Origem Latina
a-, ab-, abs- : Afastamento, separação. Exemplos:
aversão, abuso, abstinência, abstração
a-, ad- : Aproximação, movimento para junto. Exemplos:
adjunto,advogado, advir, aposto
ante- : Anterioridade, procedência. Exemplos:
antebraço, antessala, anteontem, antever
ambi- : Duplicidade. Exemplos:
  ambidestro, ambiente, ambiguidade, ambivalente
ben(e)-, bem- : Bem, excelência de fato ou ação. Exemplos:
benefício, bendito
bis-, bi-:  Repetição, duas vezes. Exemplos:
bisneto, bimestral, bisavô, biscoito
circu(m) - : Movimento em torno. Exemplos:
circunferência, circunscrito, circulação
cis- : Posição aquém. Exemplos:
cisalpino, cisplatino, cisandino
co-, con-, com- : Companhia, concomitância.  Exemplos:
colégio, cooperativa, condutor
contra- : Oposição.  Exemplos:
contrapeso, contrapor, contradizer
de- : Movimento de cima para baixo, separação, negação. Exemplos:
decapitar, decair, depor
de(s)-, di(s)- : Negação, ação contrária, separação. Exemplos:
desventura, discórdia, discussão
e-, es-, ex- : Movimento para fora. Exemplos:
excêntrico, evasão, exportação, expelir
en-, em-, in- : Movimento para dentro, passagem para um estado ou forma, revestimento. Exemplos:
  imergirenterrar, embeber, injetar, importar
extra- : Posição exterior, excesso. Exemplos:
extradição, extraordinário, extraviar
i-, in-, im- : Sentido contrário, privação, negação. Exemplos:
ilegal, impossível, improdutivo
inter-, entre- : Posição intermediária. Exemplos:
internacional, interplanetário
intra- : Posição interior. Exemplos:
intramuscular, intravenoso, intraverbal
intro- : Movimento para dentro. Exemplos:
introduzir, introvertido, introspectivo
justa- : Posição ao lado. Exemplos:
  justapor, justalinear
ob-, o- : Posição em frente, oposição. Exemplos:
obstruir, ofuscar, ocupar, obstáculo
per- : Movimento através. Exemplos:
percorrer, perplexo, perfurar, perverter
pos- : Posterioridade. Exemplos:
  pospor, posterior, pós-graduado
pre- : Anterioridade . Exemplos:
prefácio, prever, prefixo, preliminar
pro- : Movimento para frente. Exemplos:
progresso, promover, prosseguir, projeção
re- : Repetição, reciprocidade. Exemplos:
rever, reduzir, rebater, reatar
retro- : Movimento para trás. Exemplos:
retrospectiva, retrocesso, retroagir, retrógrado
so-, sob-, sub-, su- : Movimento de baixo para cima, inferioridade. Exemplos:
  soterrar, sobpor, subestimar
super-, supra-, sobre- : Posição superior, excesso. Exemplos:
supercílio, supérfluo
soto-, sota-  : Posição inferior. Exemplos:
soto-mestre, sota-voga, soto-pôr
trans-, tras-, tres-, tra- : Movimento para além, movimento através. Exemplos:
transatlântico, tresnoitar, tradição
ultra- : Posição além do limite, excesso. Exemplos:
ultrapassar, ultrarromantismo, ultrassom, ultraleve, ultravioleta
vice-, vis- : Em lugar de. Exemplos:
vice-presidente, visconde, vice-almirante
Quadro de Correspondência entre Prefixos Gregos e Latinos
PREFIXOSGREGOS
PREFIXOS LATINOS
SIGNIFICADO
EXEMPLOS
a, an
des, in
privação, negação
anarquia, desigual, inativo
anti
contra
oposição, ação contrária
antibiótico, contraditório
anfi
ambi
duplicidade, de um e outro lado, em torno
anfiteatro, ambivalente
apo
ab
afastamento, separação
apogeu, abstrair
di
bi(s)
duplicidade
dissílabo, bicampeão
dia, meta
trans
movimento através
diálogo, transmitir
e(n)(m)
i(n)(m)(r)
movimento para dentro
encéfalo, ingerir, irromper
endo
intra
movimento para dentro, posição interior
endovenoso, intramuscular
e(c)(x)
e(s)(x)
movimento para fora, mudança de estado
êxodo, excêntrico, estender
epi, super, hiper
supra
posição superior, excesso
epílogo, supervisão, hipérbole, supradito
eu
bene
excelência, perfeição, bondade
eufemismo, benéfico
hemi
semi
divisão em duas partes
hemisfério, semicírculo
hipo
sub
posição inferior
hipodérmico, submarino
para
ad
proximidade, adjunção
paralelo, adjacência
peri
circum
em torno de
periferia, circunferência
cata
de
movimento para baixo
catavento, derrubar
si(n)(m)
cum
simultaneidade, companhia
sinfonia, silogeu, cúmplice
Sufixos
Sufixos são elementos (isoladamente insignificativos) que, acrescentados a um radical, formam nova palavra. Sua principal característica é a mudança de classe gramatical que geralmente opera. Dessa forma, podemos utilizar o significado de um verbo num contexto em que se deve usar um substantivo, por exemplo.
Como o sufixo é colocado depois do radical, a ele são incorporadas as desinências que indicam as flexões das palavras variáveis. Existem dois grupos de sufixos formadores de substantivos extremamente importantes para o funcionamento da língua. São os que formam nomes de ação e os que formam nomes de agente.
Sufixos que formam nomes de ação
-ada - caminhada
-ez(a) - sensatez, beleza
-ança - mudança
-ismo - civismo
-ância - abundância
-mento - casamento
-ção - emoção
-são - compreensão
-dão - solidão
-tude - amplitude
-ença - presença
-ura - formatura
Sufixos que formam nomes de agente
-ário(a) -secretário
-or - lutador
-eiro(a) - ferreiro
-nte feirante
-ista - manobrista
Além dos sufixos acima, tem-se:
Sufixos que formam nomes de lugar, depositório
-aria - churrascaria
-or - corredor
-ário - herbanário
-tério - cemitério
-eiro - açucareiro
-tório - dormitório
-il - covil
Sufixos que formam nomes indicadores de abundância, aglomeração, coleção
>-aço - ricaço
-ario(a) - casario, infantaria
-ada - papelada
-edo - arvoredo
-agem - folhagem
-eria - correria
-al - capinzal
-io - mulherio
-ame - gentame
-ume - negrume
Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciência
-ite
bronquite, hepatite (inflamação)
-oma
mioma, epitelioma, carcinoma (tumores)
-ato, eto, ito
sulfato, cloreto, sulfito (sais)
-ina
cafeína, codeína (alcaloides, álcalis artificiais)
-ol
fenol, naftol (derivado de hidrocarboneto)
-ite
amotite (fósseis)
-ito
granito (pedra)
-ema
morfema, fonema, semema, semantema (ciência linguística)
-io - sódio, potássio, selênio (corpos simples)
Sufixo que forma nomes de religião, doutrinas filosóficas, sistemas políticos
-ismo
budismo
kantismo
comunismo

SUFIXOS FORMADORES DE ADJETIVOS

a) de substantivos
-aco - maníaco
-ento - cruento
-ado - barbado
-eo - róseo
-áceo(a) - herbáceo, liláceas
-esco - pitoresco
-aico - prosaico
-este - agreste
-al - anual
-estre - terrestre
-ar - escolar
-ício - alimentício
-ário - diário, ordinário
-ico - geométrico
-ático - problemático
-il - febril
-az - mordaz
-ino - cristalino
-engo - mulherengo
-ivo - lucrativo
-enho - ferrenho
-onho - tristonho
-eno - terreno
-oso - bondoso
-udo - barrigudo
b) de verbos
SUFIXO
SENTIDO
EXEMPLIFICAÇÃO
-(a)(e)(i)nte
ação, qualidade, estado
semelhante, doente, seguinte
-(á)(í)vel
possibilidade de praticar ou sofrer uma ação
louvável, perecível, punível
-io, -(t)ivo
ação referência, modo de ser
tardio, afirmativo, pensativo
-(d)iço, -(t)ício
possibilidade de praticar ou sofrer uma ação, referência
movediço, quebradiço, factício
-(d)ouro,-(t)ório
ação, pertinência
casadouro, preparatório
SUFIXOS ADVERBIAIS
Na Língua Portuguesa, existe apenas um único sufixo adverbial: É o sufixo "-mente", derivado do substantivo feminino latino mens, mentis que pode significar "a mente, o espírito, o intento".Este sufixo juntou-se a adjetivos, na forma feminina, para indicar circunstâncias, especialmente a de modo.
Exemplos:
altiva-mente, brava-mente, bondosa-mente, nervosa-mente, fraca-mente, pia-mente
Já os advérbios que se derivam de adjetivos terminados em –ês (burgues-mente, portugues-mente, etc.) não seguem esta regra, pois esses adjetivos eram outrora uniformes.
Exemplos:
cabrito montês / cabrita montês.
SUFIXOS VERBAIS
Os sufixos verbais agregam-se, via de regra, ao radical de substantivos e adjetivos para formar novos verbos.
Em geral, os verbos novos da língua formam-se pelo acréscimo da terminação-ar.
Exemplos:
esqui-ar; radiograf-ar; (a)doç-ar; nivel-ar; (a)fin-ar; telefon-ar; (a)portugues-ar.
Os verbos exprimem, entre outras ideias, a prática de ação. Veja:
-ar: cruzar, analisar, limpar
-ear: guerrear, golear
-entar: afugentar, amamentar
-ficar: dignificar, liquidificar
-izar: finalizar, organizar

Observe este quadro de sufixos verbais:
SUFIXOS
SENTIDO
EXEMPLOS
-ear
frequentativo, durativo
cabecear, folhear
-ejar
frequentativo, durativo
gotejar, velejar
-entar
factitivo
aformosentar, amolentar
-(i)ficar
factitivo
clarificar, dignificar
-icar
frequentativo-diminutivo
bebericar, depenicar
-ilhar
frequentativo-diminutivo
dedilhar, fervilhar
-inhar
frequentativo-diminutivo-pejorativo
escrevinhar, cuspinhar
-iscar
frequentativo-diminutivo
chuviscar, lambiscar
-itar
frequentativo-diminutivo
dormitar, saltitar
-izar
factitivo
civilizar, utilizar
Observações:
Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação repetida.
Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou causar.
Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco intensa.

Radicais Gregos

O conhecimento dos radicais gregos é de indiscutível importância para a exata compreensão e fácil memorização de inúmeras palavras. Apresentamos a seguir duas relações de radicais gregos. A primeira agrupa os elementos formadores que normalmente são colocados no início dos compostos, a segunda agrupa aqueles que costumam surgir na parte final.

Radicais que atuam como primeiro elemento

Forma
Sentido
Exemplos
Aéros-
ar
Aeronave
Ánthropos-
homem
Antropófago
Autós-
de si mesmo
Autobiografia
Bíblion-
livro
Biblioteca
Bíos-
vida
Biologia
Chróma-
cor
Cromático
Chrónos-
tempo
Cronômetro
Dáktyilos-
dedo
Dactilografia
Déka-
dez
Decassílabo
Démos-
povo
Democracia
Eléktron-
(âmbar)
eletricidade Eletroímã
Ethnos-
raça
Etnia
Géo-
terra
Geografia
Héteros-
outro
Heterogêneo
Hexa-
seis
Hexágono
Híppos-
cavalo
Hipopótamo
Ichthýs-
peixe
Ictiografia
Ísos-
igual
Isósceles
Líthos-
pedra
Aerólito
Makrós-
grande, longo
Macróbio
Mégas-
grande
Megalomaníaco
Mikrós-
pequeno
Micróbio
Mónos-
um só
Monocultura
Nekrós-
morto
Necrotério
Néos-
novo
Neolatino
Odóntos-
dente
Odontologia
Ophthalmós-
olho
Oftalmologia
Ónoma-
nome
Onomatopeia
Orthós-
reto, justo
Ortografia
Pan-
todos, tudo
Pan-americano
Páthos-
doença
Patologia
Penta-
cinco
Pentágono
Polýs-
muito
Poliglota
Pótamos-
rio
Hipopótamo
Pséudos-
falso
Pseudônimo
Psiché-
alma,
espírito Psicologia
Riza-
raiz
Rizotônico
Techné-
arte
Tecnografia
Thermós-
quente
Térmico
Tetra-
quatro
Tetraedro
Týpos-
figura, marca
Tipografia
Tópos-
lugar
Topografia
Zóon-
Animal
Zoologia

Radicais que atuam como segundo elemento:

Forma
Sentido
Exemplos
-agogós
Que conduz
Pedagogo
álgos
Dor
Analgésico
-arché
Comando, governo
Monarquia
-dóxa
Que opina
Ortodoxo
-drómos
Lugar para correr
Hipódromo
-gámos
Casamento
Poligamia
-glótta; -glóssa
Língua
Poliglota, glossário
-gonía
Ângulo
Pentágono
-grápho
Escrita
Ortografia
-grafo
Que escreve
Calígrafo
-grámma
Escrito, peso
Telegrama, quilograma
-krátos
Poder
Democracia
-lógos
Palavra, estudo
Diálogo
-mancia
Adivinhação
Cartomancia
-métron
Que mede
Quilômetro
-morphé
Que tem a forma
Morfologia
-nómos
Que regula
Autônomo
-pólis;
Cidade
Petrópolis
-pterón
Asa
Helicóptero
-skopéo
Instrumento para ver
Microscópio
-sophós
Sabedoria
Filosofia
-théke
Lugar onde se guarda
Biblioteca

FONTE:


http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf1.php


AULA DE LITERATURA – CUIABÁVEST – Pólo Centro - Vespertino 29/04/2014

ü Literatura: é a arte da palavra, uma das formas artísticas de representação da realidade e do imaginário. O fazer literário exige de seu autor grande esforço para construir uma rede de significação por meio da escolha e do arranjo dos vocábulos;

ü Literatura é uma palavra com origem no termo em latim littera, que significa significa letra. A literatura remete para um conjunto de habilidades de ler e escrever de forma correta. Existem diversas definições e tipos de literatura, pode ser uma arte, uma profissão, um conjunto de produções, e etc.

ü Literatura é a arte de criar e compor textos, e existem diversos tipos de produções literárias, como poesia, prosa, literatura de ficção, literatura de romance, literatura médica, literatura técnica, literatura portuguesa, literatura popular, literatura de cordel e etc.

ü A literatura é uma das formas de expressão artística do ser humano, juntamente com a música, pintura, da dança, a escultura, o teatro, etc.

ü A literatura também pode ser um conjunto de textos escritos, sejam eles de um país, de uma personalidade, de uma época, e etc.

ü A arte literária faz com que o leitor aprofunde sua reflexão em diferentes dimensões, como a emocional, a psicológica, a social, a histórica, entre outras. Ela é a expressão do homem e do humano.

ü LITERATURA E COMUNICAÇÃO: Literatura é a linguagem e, como tal, cumpre, juntamente com outras artes, um papel comunicativo na sociedade, podendo tanto influenciar o público quanto ser influenciado por ele.

ü O artista no momento em que está criando a obra, ele já é influenciado pelo perfil do público que tem em mente. Isso se reflete nos temas, nos valores e no tipo de linguagem em que escolhe.

ü As palavras texto e tecido se originam do mesmo radical, de onde se conclui que o texto literário é um tecido de palavras artisticamente criado pelo autor,

ü O texto literário é um tecido de palavras artisticamente criado pelo autor, sendo este o responsável por tecer um novo mundo, o mundo ficcional.

ü O texto literário apresenta:

·        Ficcionalidade: os textos não fazem, necessariamente, parte da realidade. 
·        Função estética: o artista procura representar a realidade a partir da sua visão.
·        Plurissignificação: nos textos literários as palavras assumem diferentes significados. 
·        Subjetividade: expressão pessoal de experiências, emoções e sentimentos.

ü Ao criar um texto literário, o autor lhe confere uma dimensão estética que visa fundamentalmente significar mais e sempre de formas diferentes, suscitando no leitor a fruição do prazer estético por meio de combinações inusitadas ou pouco usuais.

1-    TEXTO LITERÁRIO E NÃO LITERÁRIO

ü Um texto literário é marcado pela função poética da linguagem, ou seja, pela seleção e combinação das palavras com ideia de privilegiar ritmo, sonoridade, beleza, criatividade, entre outros.

ü A literatura NÃO  tem compromisso com a realidade, e sim com a recriação dela.

ü O Texto Literário interpreta aspectos da realidade efetiva, mas o faz de maneira indireta, recriando o real num plano imaginário.

ü No texto Não Literário a linguagem se refere a fatos, pessoas e coisas do mundo real que existem independentemente do texto, o mesmo não ocorre no texto literário, pois este se refere a fatos, pessoas e coisas que existem exclusivamente no texto, mesmo que tenham sido inspirados em fatos.

ü Outras características das estruturas do texto literário e do não literário são a CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO:

2- DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO:
Denotação
Uma palavra é usada no sentido denotativo quando apresenta seu significado original, independentemente do contexto frásico em que aparece. Quando se refere ao seu significado mais objetivo e comum, aquele imediatamente reconhecido e muitas vezes associado ao primeiro significado que aparece nos dicionários, sendo o significado mais literal da palavra.
A denotação tem como finalidade informar o receptor da mensagem de forma clara e objetiva, assumindo assim um caráter prático e utilitário. É utilizada em textos informativos, como jornais, regulamentos, manuais de instrução, bulas de medicamentos, textos científicos, entre outros.
Exemplos:
·         O elefante é um mamífero.
·         Já li esta página do livro.
·         A empregada limpou a casa.

Conotação
Uma palavra é usada no sentido conotativo quando apresenta diferentes significados, sujeitos a diferentes interpretações, dependendo do contexto frásico em que aparece. Quando se refere a sentidos, associações e ideias que vão além do sentido original da palavra, ampliando sua significação mediante a circunstância em que a mesma é utilizada, assumindo um sentido figurado e simbólico.
A conotação tem como finalidade provocar sentimentos no receptor da mensagem, através da expressividade e afetividade que transmite. É utilizada principalmente numa linguagem poética e na literatura, mas também ocorre em conversas cotidianas, em letras de música, em anúncios publicitários, entre outros.
Exemplos:
·         Você é o meu sol!
·         Minha vida é um mar de tristezas.
·         Você tem um coração de pedra!

3-    FUNÇÕES DA LITERATURA

ü A principal função da Literatura é provocar EMOÇÃO/PRAZER ESTÉTICO

ü A partir dessa intenção, a literatura pode exercer outras funções, pois ela é também:

a)     INSTRUMENTO DE CONHECIMENTO DE MUNDO: proporciona o pensamento sobre o passado, o presente, o futuro possível, outras civilizações, outras culturas;
b)    INSTRUMENTO DE CONHECIMENTO DO HOMEM: proporciona um olhar para o ser humano em todas suas potencialidades, o eu, o outro, o coletivo;
c)     INSTRUMENTO DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL: proporciona a transmissão e a reflexão sobre o conhecimento cultural, moral e estético.


4- Referências:

CEREJA, W.R. MAGALHÃES, T.C. Português Linguagens v.01 – 7º ed. Reform. – São Paulo: Saraiva, 2010, 336 p.

ORMUNDO, Wilton. Literatura – caderno de revisão. São Paulo: Moderna, 2011, 151 p.

Site:





AULA DE REDAÇÃO – CUIABÁVEST - PÓLO CPA 2 e JARDIM VITÓRIA 28/04/2014

Divisão da Gramática

ü Sabe-se que a língua é um sistema tríplice: compreende um sistema de formas (mórfico), um sistema de frases (sintático) e um sistema de sons (fônico). Por essa razão, a Gramática tradicionalmente divide-se em:

ü Fonologia/Fonética – estuda os elementos sonoros constitutivos da palavra tais como palavras, frases, sinais e símbolos, e o que eles representam, a sua denotação

ü Semântica - é o estudo do sentido das palavras de uma língua. 

ü Morfologia - Compreende o estudo das palavras e os elementos que as constituem. São atribuídos a esse conjunto de informações: a análise da estrutura, a formação e os mecanismos de flexão referentes às palavras. Assim sendo, fica a cargo da morfologia apontar acerca de todos os aspectos relativos aos artigos, numerais, substantivos, adjetivos, verbos, pronomes, advérbios, preposições, conjunções, interjeições. 

ü Sintaxe - tem como foco principal a análise estrutural dos termos que compõem as orações e os períodos, tendo em vista as relações que se estabelecem entre estes. Compreende, portanto, o estudo dos termos essenciais da oração (sujeito e predicado), termos integrantes desta (complementos verbais, complemento nominal e agente da passiva) e os termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial, aposto e vocativo).


ü O QUE É REDAÇÃO: é o processo de redigir (escrever) um texto.

ü Redação é a palavra trabalhada (lutar com as palavras). Ler, reler, não gostar, melhorar, admirar.

ü Ter domínio do idioma;

ü Conhecer o assunto a ser tratado;

ü Conhecer técnicas

ü LER E INTERPRETAR: Para ler e entender um texto é preciso atingir dois níveis de leitura: Informativa e de reconhecimento e Interpretativa.


ü Saber escrever pressupõe, antes de mais nada, saber ler e pensar. O pensamento é expresso por palavras, que são registradas na escrita, que por sua vez é interpretada pela leitura. Como essas atividades estão intimamente relacionadas, podemos concluir que quem não pensa (ou pensa mal), não escreve (ou escreve mal); quem não lê (ou lê mal) não escreve (ou escreve mal).

ü Ler, portanto, é fundamental para escrever. Mas não basta ler, é preciso entender o que se lê. Entender significa ir além do simples significado das palavras que aparecem no texto. É preciso, também, compreender o sentido das frases, para que se alcance uma das finalidades da leitura: a compreensão de ideias e, num segundo momento, os recursos utilizados pelo autor na elaboração do texto.

ü Apesar do grande poder dos meios eletrônicos, a leitura é ainda uma das formas mais ricas de informação, pois grande parte do conhecimento nos é apresentado sob forma de linguagem escrita.

ü Lembre-se: estar bem informado é uma das normas mais importantes para quem quer escrever bem.

ü Comunicação: ocorre quando interagimos com outras pessoas utilizando a linguagem.

1- O que é Linguagem: 

É a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos, ideias, opiniões e sentimentos. A Linguagem está relacionada a fenômenos comunicativos; onde há comunicação, há linguagem. 

1.1. Tipos de Linguagem (próxima aula)

2- DIFERENÇA ENTRE LÍNGUA ESCRITA E LÍNGUA FALADA

ü Não podemos confundir LÍNGUA (segundo Saussure é definida como a parte social da linguagem e que só um indivíduo não é capaz de mudá-la.) com ESCRITA pois são dois meios de comunicação distintos. A escrita representa um estágio posterior de uma língua.

ü A língua falada é mais espontânea, abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade. Além disso, é acompanhada pelo tom de voz, algumas vezes por mímicas, incluindo-se fisionomias.

ü A língua escrita não é apenas a representação da língua falada, mas sim um sistema mais disciplinado e rígido, uma vez que não conta com o jogo fisionômico, as mímicas e o tom de voz do falante.

ü A língua é um organismo vivo, em constante mutação e os vocábulos, além de guardarem seu significado etimológico, de origem, adquirem, pelo uso que se faz deles, significações variadas.


terça-feira, 6 de maio de 2014

TIPOS DE INTRODUÇÃO PARA DISSERTAÇÃO

Abaixo seguem links para elaboração de introdução do texto dissertativo-argumentativo.
Bons estudos galera!

http://jacaredechinelo.blogspot.com.br/2007/11/dissertao-tipos-de-introduo.html

http://soumaisenem.com.br/portugues/dissertacao-argumentativa/o-paragrafo-de-introducao

http://www.algosobre.com.br/redacao/texto-dissertativo-argumentativo.html

https://www.youtube.com/watch?v=YcDPYbz0ocM

http://centrorpg.com/textos-e-roteiros/tipos-de-introducao-do-texto-dissertativo/

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Visita no Trabalho


Visita no Trabalho: Prof. Ronnie Siqueira (Coordenador do Projeto Mais Educação), Profa. Patricia Simone (Diretora), Profa. Gracinéia Lima (Coordenadora-Geral) e Katherynne ex-aluna da E.E.Presidente Médici do ano de 2011-2013, atualmente estudante de Engenharia Civil na Universidade de Cuiabá-UNIC