quarta-feira, 14 de maio de 2014

AULA DE REDAÇÃO – CUIABÁVEST - PÓLO CPA 2 e JARDIM VITÓRIA 28/04/2014

Divisão da Gramática

ü Sabe-se que a língua é um sistema tríplice: compreende um sistema de formas (mórfico), um sistema de frases (sintático) e um sistema de sons (fônico). Por essa razão, a Gramática tradicionalmente divide-se em:

ü Fonologia/Fonética – estuda os elementos sonoros constitutivos da palavra tais como palavras, frases, sinais e símbolos, e o que eles representam, a sua denotação

ü Semântica - é o estudo do sentido das palavras de uma língua. 

ü Morfologia - Compreende o estudo das palavras e os elementos que as constituem. São atribuídos a esse conjunto de informações: a análise da estrutura, a formação e os mecanismos de flexão referentes às palavras. Assim sendo, fica a cargo da morfologia apontar acerca de todos os aspectos relativos aos artigos, numerais, substantivos, adjetivos, verbos, pronomes, advérbios, preposições, conjunções, interjeições. 

ü Sintaxe - tem como foco principal a análise estrutural dos termos que compõem as orações e os períodos, tendo em vista as relações que se estabelecem entre estes. Compreende, portanto, o estudo dos termos essenciais da oração (sujeito e predicado), termos integrantes desta (complementos verbais, complemento nominal e agente da passiva) e os termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial, aposto e vocativo).


ü O QUE É REDAÇÃO: é o processo de redigir (escrever) um texto.

ü Redação é a palavra trabalhada (lutar com as palavras). Ler, reler, não gostar, melhorar, admirar.

ü Ter domínio do idioma;

ü Conhecer o assunto a ser tratado;

ü Conhecer técnicas

ü LER E INTERPRETAR: Para ler e entender um texto é preciso atingir dois níveis de leitura: Informativa e de reconhecimento e Interpretativa.


ü Saber escrever pressupõe, antes de mais nada, saber ler e pensar. O pensamento é expresso por palavras, que são registradas na escrita, que por sua vez é interpretada pela leitura. Como essas atividades estão intimamente relacionadas, podemos concluir que quem não pensa (ou pensa mal), não escreve (ou escreve mal); quem não lê (ou lê mal) não escreve (ou escreve mal).

ü Ler, portanto, é fundamental para escrever. Mas não basta ler, é preciso entender o que se lê. Entender significa ir além do simples significado das palavras que aparecem no texto. É preciso, também, compreender o sentido das frases, para que se alcance uma das finalidades da leitura: a compreensão de ideias e, num segundo momento, os recursos utilizados pelo autor na elaboração do texto.

ü Apesar do grande poder dos meios eletrônicos, a leitura é ainda uma das formas mais ricas de informação, pois grande parte do conhecimento nos é apresentado sob forma de linguagem escrita.

ü Lembre-se: estar bem informado é uma das normas mais importantes para quem quer escrever bem.

ü Comunicação: ocorre quando interagimos com outras pessoas utilizando a linguagem.

1- O que é Linguagem: 

É a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos, ideias, opiniões e sentimentos. A Linguagem está relacionada a fenômenos comunicativos; onde há comunicação, há linguagem. 

1.1. Tipos de Linguagem (próxima aula)

2- DIFERENÇA ENTRE LÍNGUA ESCRITA E LÍNGUA FALADA

ü Não podemos confundir LÍNGUA (segundo Saussure é definida como a parte social da linguagem e que só um indivíduo não é capaz de mudá-la.) com ESCRITA pois são dois meios de comunicação distintos. A escrita representa um estágio posterior de uma língua.

ü A língua falada é mais espontânea, abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade. Além disso, é acompanhada pelo tom de voz, algumas vezes por mímicas, incluindo-se fisionomias.

ü A língua escrita não é apenas a representação da língua falada, mas sim um sistema mais disciplinado e rígido, uma vez que não conta com o jogo fisionômico, as mímicas e o tom de voz do falante.

ü A língua é um organismo vivo, em constante mutação e os vocábulos, além de guardarem seu significado etimológico, de origem, adquirem, pelo uso que se faz deles, significações variadas.


terça-feira, 6 de maio de 2014

TIPOS DE INTRODUÇÃO PARA DISSERTAÇÃO

Abaixo seguem links para elaboração de introdução do texto dissertativo-argumentativo.
Bons estudos galera!

http://jacaredechinelo.blogspot.com.br/2007/11/dissertao-tipos-de-introduo.html

http://soumaisenem.com.br/portugues/dissertacao-argumentativa/o-paragrafo-de-introducao

http://www.algosobre.com.br/redacao/texto-dissertativo-argumentativo.html

https://www.youtube.com/watch?v=YcDPYbz0ocM

http://centrorpg.com/textos-e-roteiros/tipos-de-introducao-do-texto-dissertativo/

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Visita no Trabalho


Visita no Trabalho: Prof. Ronnie Siqueira (Coordenador do Projeto Mais Educação), Profa. Patricia Simone (Diretora), Profa. Gracinéia Lima (Coordenadora-Geral) e Katherynne ex-aluna da E.E.Presidente Médici do ano de 2011-2013, atualmente estudante de Engenharia Civil na Universidade de Cuiabá-UNIC

segunda-feira, 29 de julho de 2013

TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO E O PARÁGRAFO

TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Assim, o texto dissertativo pertence ao grupo dos textos argumentativos, juntamente com o texto de apresentação científica, artigos de opinião e etc...

É uma modalidade de texto em que se defende um ponto de vista, ou seja, persuadir o leitor sobre o ponto de vista do autor a respeito do assunto.Nele a argumentação é importante, uma vez que apresenta fundamentos para sustentar a tese.

Quando o produzimos, devemos observar certas normas de organização bastante particulares. Em geral, para se obter maior clareza na exposição do ponto de vista, organiza-se em três partes:

·         Introdução: apresenta-se a ideia ou o ponto de vista que será defendido;

·         Desenvolvimento ou argumentação: desenvolve-se o ponto de vista (para convencer o leitor, é preciso usar uma sólida argumentação, citar exemplos, recorrer a opiniões de especialistas, fornecer dados, etc);

·         Conclusão: dá-se um fecho coerente com o desenvolvimento, com os argumentos apresentados. Por suas características, o texto argumentativo requer:
·         Uma linguagem mais sóbria, denotativa.
·         O uso da figura de linguagem deve ser com valor argumentativo.
·         As orações devem se dispor, de preferência, em ordem direta.
·         É preferível o uso da terceira pessoa, caracterizando o texto argumentativo objetivo.
·         O texto argumentativo não apresenta uma progressão temporal;
·         Os conceitos são genéricos, abstratos e, em geral não se prendem a uma situação de tempo e espaço. Por isso os verbos no presente.
·         Trabalha-se com períodos compostos, com o encadeamento de ideias;
·         Nesse tipo de construção, o adequado emprego dos conectores (preposições, conjunções e pronomes relativos) é fundamental para obter um texto claro, coerente, coeso e elegante.

Referência:





O parágrafo: formas para você começar um texto

Um texto é normalmente organizado em unidades menores, chamadas parágrafos.
Um parágrafo pode ser formado por uma ou mais frases, sendo seu tamanho variável. Costam-se estruturar-se em torno de uma ideia-núcleo, que é desenvolvida por ideias secundárias.
Além da ideia-nucelo e das ideias secundárias, a estrutura padrão de um parágrafo apresenta também uma conclusão.
Ao escrever seu primeiro parágrafo, você pode fazê-lo de forma criativa. Ele deve atrair a atenção do leitor. Por isso, evite os lugares-comuns como: atualmente, hoje em dia, desde épocas remotas, o mundo de hoje, a cada dia que passa, no mundo em que vivemos, na atualidade.
Listamos aqui algumas formas de começar um texto.

1. UMA DECLARAÇÃO (TEMA: LIBERAÇÃO DO USO DA MACONHA)

É um grave erro a liberação da maconha. Provocará de imediato violenta elevação do consumo. O Estado perderá o precário controle que ainda exerce sobre as drogas psicotrópicas e nossas instituições de recuperação de viciados não terão estrutura suficiente para atender à demanda.
A declaração é a forma mais comum de começar um texto. Procure fazer uma declaração forte, capaz de surpreender o leitor.

2.DEFINIÇÃO (TEMA: O MITO)

O mito, entre os povos primitivos, é uma forma de se situar no mundo, isto é, de encontrar o seu lugar entre os demais seres da natureza. É um modo ingênuo, fantasioso, anterior a toda reflexão e não-crítico de estabelecer algumas verdades que não só explicam parte dos fenômenos naturais ou mesmo a construção cultural, mas que dão, também, as formas da ação humana.
A definição é uma forma simples e muito usada em parágrafos-chave, sobretudo em textos dissertativos. Pode ocupar só a primeira frase ou todo o primeiro parágrafo.
3. UMA PERGUNTA (TEMA: A SAÚDE NO BRASIL)
Será que é com novos impostos que a saúde melhorará no Brasil? Os contribuintes já estão cansados de tirar dinheiro do bolso para tapar um buraco que parece não ter fim. A cada ano, somos lesados por novos impostos para alimentar um sistema que só parece piorar.
A pergunta não é respondida de imediato. Ela serve para despertar a atenção do leitor para o tema e será respondida ao longo da argumentação.

4. COMPARAÇÃO (TEMA: REFORMA AGRÁRIA)

O tema da reforma agrária está presente há bastante tempo nas discussões sobre os problemas mais graves que afetam o Brasil. Numa comparação entre o movimento pela abolição da escravidão no Brasil, no final do século passado e, atualmente, o movimento pela reforma agrária, podemos perceber algumas semelhanças. Como na época da abolição da escravidão existiam elementos favoráveis e contrários a ela, também hoje há os que são a favor e os que são contra a implantação da reforma agrária.

Para introduzir o tema da reforma agrária, o autor comparou a sociedade de hoje com a do final do século XIX, mostrando a semelhança de comportamento entre elas.

5. ALUSÃO HISTÓRICA (TEMA: GLOBALIZAÇÃO)

Após a queda do muro de Berlim, acabaram-se os antagonismos leste-oeste e o mundo parece ter aberto de vez as portas para a globalização. As fronteiras foram derrubadas e a economia entrou em rota acelerada de competição.
O conhecimento dos principais fatos históricos ajuda a iniciar um texto. O leitor é situado no tempo e pode ter uma melhor dimensão do problema.

6. CITAÇÃO (TEMA: POLÍTICA DEMOGRÁFICA)

"As pessoas chegam ao ponto de uma criança morrer e os pais não chorarem mais, trazerem a criança, jogarem num bolo de mortos, virarem as costas e irem embora". O comentário do fotógrafo Sebastião Salgado, falando sobre o que viu em Ruanda, é um acicate no estado de letargia ética que domina algumas nações do Primeiro Mundo.
A citação inicial facilita a continuidade do texto, pois ela é retomada pela palavra comentário da segunda frase.



ATIVIDADES:
1-      Responder exercícios da página 337 e 338 (1 ao 5) e 361 (1,2,3)
2-      Elabore um paragráfo introdutório (todos os itens acima) sobre o tema: 


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
CEREJA, Willian R. MAGALHÃES, Cochar T. Português linguagens volume 3 . 7 ed. Reform. – São Paulo : Saraiva, 2010
Site:  

sexta-feira, 14 de junho de 2013

OS PRINCIPAIS HETERÔNIMOS DE FERNANDO PESSOA


A questão da heteronímia resulta de características pessoais referentes à personalidade de Fernando Pessoa: o desdobramento do “eu”, a multiplicação de identidades e a sinceridade do fingimento, uma condição que patenteou sua criação literária e que deu origem ao poema que segue:

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração

Pessoa, Fernando. Lírica e dramática, In: Obras de Fernando Pessoa

No que se refere aos heterônimos, vejamos:

Alberto Caeiro
 
É uma poesia aparentemente simples, mas que na verdade esconde uma imensa complexidade filosófica, a qual aborda a questão da percepção do mundo e da tendência do homem em transformar aquilo que vê em símbolos, sendo incapaz de compreender o seu verdadeiro significado.

A Criança

A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas
Age como um deus doente, mas como um deus.
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,
Sabe que existir existe e não se explica,
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,
Sabe que ser é estar em um ponto
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.

Ricardo Reis

O médico Ricardo Reis é o heterônimo “clássico” de Fernando Pessoa, pois se observa em toda sua obra a influência dos clássicos gregos e latinos baseada na ideologia do “Carpe Diem”, diante da brevidade da vida e da necessidade de aproveitar o momento. O bucolismo estava presente em suas poesias. Era um defensor da monarquia e demonstrava grande interesse pela cultura latina.

Anjos ou Deuses

Anjos ou deuses, sempre nós tivemos,
A visão perturbada de que acima
De nos e compelindo-nos
Agem outras presenças.
Como acima dos gados que há nos campos
O nosso esforço, que eles não compreendem,
Os coage e obriga
E eles não nos percebem,
Nossa vontade e o nosso pensamento
São as mãos pelas quais outros nos guiam
Para onde eles querem E nós não desejamos.


Álvaro de Campos

Heterônimo futurista de Fernando Pessoa, também é conhecido pela expressão de uma angústia intensa, que sucedeu seu entusiasmo com as conquistas da modernidade.
Na fase amargurada, o poeta escreveu longos poemas em que revela um grande desencanto existencial. Como podemos observar:

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que
 ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada. (...).

Acesso em 13.06.2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

Como Estruturar um Texto Argumentativo

Material ótimo de "Como estruturar um Texto Argumentátivo"
http://www.pucrs.br/gpt/argumentativo.php


Bom proveito...

Prof Ronnie


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Texto: O buraco é aqui embaixo

Para os/as alunos/as do Terceiro ano Matutino - Médici

Boa leitura para vocês.....segue link abaixo.

Prof. Ronnie 

http://informandoeeducando.blogspot.com.br/2011/06/o-buraco-e-aqui-embaixo.html